quarta-feira, 5 de outubro de 2022
AMOR SEM NOME
sexta-feira, 8 de abril de 2022
DAS PROMESSAS QUE O AMOR NOS FAZ
quinta-feira, 17 de março de 2022
O TEMPO QUE NÃO ESCREVI
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2021
JUSTO É MEU DEUS
sexta-feira, 16 de outubro de 2020
ROSAS VERMELHAS
Saberia do gosto da rosa
O nome da flor em prosa
Que de rosa goza da cor
E deleita-se de ser amor.
Saberia porque recorda
O verde da folha e olha
O vermelho dessa seda
Da carne e de seu liquor.
Apetece, e aquece o céu
Entre nuvens de cetim
Onde perfumes te absolvem.
De ser servo sob o véu da flor
Entre o verde e o azul sem fim
Dos olhares do meu amor.
segunda-feira, 10 de agosto de 2020
O AMOR, A FÉ E A ESPERANÇA
A tarde sempre me sorri as dezesseis horas, mesmo quando o
meu peito chora. Talvez porque meu coração viva de saudades.
Nesses dias em que adoço meu café com melancolia sinto o
calor das asas do céu. Elas me abraçam quando eu não consigo caminhar por mim
mesma, sustentar o peso sob meus ombros, nem discernir os porquês das dores.
É nestas horas que Deus me abraça.
Quando eu procuro compreender meu propósito, minha pequenez,
Ele vem e me leva mansa e pacificamente através do vale das sombras, apesar da
minha ínfima compreensão da Sua graça.
Olho os campos dentro de mim. Estes que foram criados pelas
mãos divinas. As plácidas águas que após as tempestades se realinham.
Torno a olhar para minha pele calejada pelas feridas de
dentro, aquelas que fui calando para ser a fortaleza quando eu ainda não havia
tido tempo de nutrir meu espírito de colo.
E nestas horas em que o sal da terra recobre meus sonhos,
ainda tantos e busco, no pranto uma esperança, um sopro de conforto Ele me
abraça.
Alguns dias mais, outros de forma tão automática que me pego
falando em Seu nome palavras de amor e afeto. Entregando infindos momentos de
louvor íntimos, onde duas linhas de Sua palavra se tornam edifício concreto em
minha morada.
Luto diariamente pela ternura para que ela adoce meu café.
Pela fé para que ela alimente minha alma.
Para que a esperança seja meu berço e que eu possa levá-la
amorosamente.
Nessas horas, talvez, compreendo algum motivo desse lapidar
continuo, que nos torne mais dignos, serenos e afetuosos.
É neste instante que Deus se deixa abraçar por mim.
terça-feira, 2 de junho de 2020
NAMORADOS

terça-feira, 2 de julho de 2019
A TRILHA DO DESEJO...
A PALAVRA
A palavra me completa
Sinto a fome da escrita
Daquela que a alma esperta!
Junto uma letra daqui
Outra ali jaz a sentença!
Surgem qual feito o ar
Sem pedir recompensa!
Tenho versos soltos na mão
Alma elevada em pontos.
São contos, poesias,
Canção! Palavras que vêm em sonhos!?
Nenhuma palavra é estática
Vivem vindo e indo qual poética.
Num mundo de encontro de letras
Todas em si magnéticas.
Tenho versos soltos e livres
Em busca de sentimento.
Venham palavras venham todas!
Em pesar ou contentamento!
E assim, as amo e as cultivo
Liricamente em festa!
Na intrínseca essência da vida
Da alma que já nasceu poeta!
segunda-feira, 24 de dezembro de 2018
UM BREVE CONTO DE NATAL
quinta-feira, 12 de abril de 2018
ALITERAÇÕES OU A DESNECESSIDADE DE DIZER QUE TE AMO TANTO
O que pode trazer mais felicidade
Que a brisa fresca que invade
A tarde que antes se fazia quente?
E se a gente vê contentamento
Em coisas como o pensamento
Que vagueia o arco-íris,
O beijo roubado ao pé da porta
Nos exorta a alegria.
Nasce, assim, um poema bobo
E tão cheio de poesia!
É um apuro da alma
Apegar-se à leveza.
Acalentar-se na grandeza
Das pequenas coisas.
(Imensuráveis atos da paixão
Que se guardou no amor renovado).
O amor é o meu pequeno,
De olhar, sereno,
De gesto delicado,
De inteligência ímpar,
De crítica afiada,
De paciência quase fícta...
O amor, próprio, materno ou romântico
É parte deste instante quântico
Em que nada mais
Precisa de explicação...
quarta-feira, 21 de março de 2018
Paz Interior
Antes de mim,
Nasceu a Poesia.
Ainda que seja
Minha filha,
E que o ciclo da vida
A bendiga
Vivemos numa ciranda
Feito lavanda que perfuma
Ou terracota que esfuma
A tela da minha utopia.
Nas vésperas das minhas flores
Como bolos e doces
Ouço cantigas
Tão amigas que espantam
A própria solidão.
E brindo
Com espumante
A taça nobre:
Este corpo que acompanha a alma
Viajante de tantas vidas,
Em constante luta
Pela paz interior
E a quietude do telúrico
Coração...
terça-feira, 28 de novembro de 2017
A MENINA E A FELICIDADE
Há um infinito em mim, aos poucos, sendo redescoberto. Os anos me trouxeram muito e levaram de mim algumas estórias e histórias que penso que poderiam ainda ser vividas. Mas, como tudo gira em torno do tempo e eu sou dele mera serva e observadora estagnei meu espírito neste intervalo.
Parei para olhar para a menina. Aquela antes de ser filha, neta, esposa ou mãe de alguém. A menina.
A música antes esquecida em algum LP riscado e colocado de lado (lembrem-se somo serviçais do tempo) voltou a tocar.
A menina antes da menina conversa longamente com minha alma. Sem pretensões, sem querer ensinar ou dar conselhos. Um exercício pessoal de conhecimento mútuo.
A menina realiza pequenos sonhos, lúdicos, considerados tolos por alguns, inclusive.
Dá-se ao luxo da felicidade. Sim, felicidade é daqueles luxos que precisam ser experimentados na surdina.
A felicidade é a coisa mais honesta que existe. E é assim mesmo. Silenciosa.
Tudo o que causa furor não vem da felicidade. Pode vir da ostentação, de algum sentimento menos digno do que aquilo que ela teria a intenção de revelar ou representar.
A felicidade é coisa que se aprende sozinho. Se nascemos e morremos sós, nossa consciência e nosso espírito, é preciso encontrar motivo para ser feliz primeiro na solidão, e, depois, rodeados por boas pessoas.
Sim, por boas pessoas, pois, nem sempre no meio da aldeia encontraremos nossos pares.
A menina que flerta entre a solidão e a felicidade não encontra mais enigmas, não revela nada que não seja essencial, não dramatiza seus excessos.
A menina finalmente compreende que amor e perdão são plantas.
Precisam de água, dos olhos,
E tempo para crescer
E florar.
terça-feira, 24 de outubro de 2017
ACEITAÇÃO
Há uma ruptura temporal no meu espírito.
E assim, suspiro em horas que passam
Correndo além da velocidade da luz.
(Ainda que eu caminhe no vale das sombras)
Compreendo que todos partiremos um dia,
Que o coração ainda pesado
Encontrará razão plena.
E por mais que nada pareça ter sentido
Ou explicação
Eu permaneço no limbo da reflexão.
Tudo é um processo.
Tudo é recomeço.
E se uma fotografia antiga
Desperta a melhor das lembranças
É nos meus álbuns
Que me apego...
(Curitiba - Natal de 2007)
segunda-feira, 18 de setembro de 2017
ELEGIA
quarta-feira, 3 de maio de 2017
Perspectiva
Há mais solidão
No coração que
Abandona
Do que no peito
Deixado.
Aquele que fica
Transforma-se
Pós tempestade.
A poesia
É a casa
Dos corações
Aflitos.
E que precisam
De colo.
segunda-feira, 1 de maio de 2017
POEMA DOS APAIXONADOS
Ah...Tua boca na minha
Sacra santa ladainha
De um entardecer doce.
É essa boca que trouxe
O sabor da ambrosia,
Deleito-me em teus braços
O melhor dos espaços
De almas que já não caminham
Sozinhas.
Ouço o balanço do vento
À janela, os pássaros,
E de lampejo, suspeito,
Que teu beijo
Contra teu consentimento
Será roubado!
E se ainda houver espaço
E tempo,
Como numa canção de Cole Poter,
Ou de um filme retrô
Sem ser demode,
Ter o que ainda pode
Acontecer
Impresso na palma da mão
Como um descompasso
Incontrolável
Desse insondável
Rastro de paixão.
quinta-feira, 27 de abril de 2017
POEMA DAQUELE QUE PENSA
Há uma inquietude intrínseca na boca no pensador.
Lambendo sobrancelhas e centelhas de sinapses.
Uma fala pausada pelas coisas sentidas,
Uma fama fadada de que a razão e o tempo caminham
Juntos.
(Há separação de nós mesmos amparada pela metafísica?)
O pensador é o cantor mudo que perdeu a voz?
Ou que rouco de tanto gritar pela razão em nós
Está suspenso de si mesmo no direito de propagar
Seu pensamento?
Enquanto lá fora alguns lamentam
Não possuir o carro do ano,
A roupa da moda
O corpo em voga
O pensador espreme
Desesperadamente a ampulheta
Para que o tempo possa parir
Alguma seta que lhe indique
Coerência.
Enquanto lá fora alguns se apegam
Apenas à casca do ovo,
Ao consumismo como um todo,
Aqui dentro
Alguns ainda se dão as mãos
Mesmo que distantes
Em bites, quilômetros,
Espaço e tempos diferentes
Realidades e "classes"
Lutas mais do que íntimas...
E se em algum tempo o nó
Que aos poucos se percebe não estar só
No emaranhado turbulento do coração
Puder se soltar, liberto pela verdade objetiva,
Restará esperança
E a poesia do pensador
Não mais será do tempo
Cativa.
quarta-feira, 19 de abril de 2017
POEMA DA TRANSFORMAÇÃO
Ainda é outono e meu sono pertence à liberdade.
A saudade me reconhece além do abandono,
Aquilo que antes foi posto como regra,
Tornou-se a exceção.
Abraço longamente esperança todas as manhãs.
O despertar vagaroso e sorridente, tem o efeito
O qual nenhum compêndio consegue descrever
Revigorando o meu existir dou-me ao princípio...
Reverbero sabores de maçãs, cafés e morango,
Notas de almíscar e temperos que desconheço,
O pouco que me reservo de sonho eu adoço
E aos poucos recolho o orvalho que me banha.
Na mística que insisto mergulhar meu corpo,
Na quântica que inspiro meus pensamentos,
Na lógica que fulcro cada ato sacro
Recrio a vanguarda do espírito.
Nada é posto até que a palavra seja plantada
Feito lenha do porvir
A acender meu coração
Na busca do inescrutável
Que domina a imensidão...
segunda-feira, 10 de abril de 2017
Mudança (CHANGE)
Quando tudo rola solto e a fé te olha nos olhos
E todas as barreiras de esperança são erguidas
Protegendo o casulo para aquilo que virá...
Ouço o sopro do tempo trazer a lembrança
Das coisas que mudaram pelo simples fato
Do acreditar.
E se aquilo que está posto impede
É a mudança de paradigmas que impele
O ser na sua rota de transformação.
Não, não deixo mais nada para amanhã,
Nem a lágrima imprecisa,
Nem o riso tolo que me transborde.
Não escuto o oráculo da sabedoria.
Somente algum hit da década de oitenta
Que magnetize e sintetize
Os mais belos acordes...
It's possible to make a difference
Thinking better and
Making changes.











