segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Soneto de Amor Inspirado em Drummond




De tanto ver o amor de Drummond
Penso até que o amor é bom.
Amor sem tom,
Amor descompassado.

Amor de muitos
E poucos versos.
Amor disperso ou centrado!
Amor simples e complexo.

Eu sempre vou amar o amor
Enquanto eu existir?
Amar a mim!

Eu sempre vou amar o amor
Doce, amargo, com ou sem afago
É o amor que trago...Até o fim!

sábado, 29 de outubro de 2011

Sou o Sol




Sou o sol

Calor sufocante de beijos tesos

Suplicas de desejos sem meio termos.


Sou  o sol

Luz da tua imensidão

Poema em forma de emoção

Que escorre em suor de entrega

Do amor que não se nega!


Sou o sol

Farol do universo gelado

Antes perverso e desenganado

O meu verso veio como a flâmula de um anjo alado!


Sou  o sol

Vim amar o amor sem temor

Vim render-lhe meu sabor

Em querência de torpor.


Sou  o sol

Em espaço literal

Em essência universal

Em poesia carnal

Em transmutação astral...



quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Soneto Pós Tu





Hoje acordei sem letras
Assim, meio esperando que caissem do céu
Como chuva, como pensamento de ser um verso
Para formar a estrofe.

Hoje acordei meio que virada para Lua
Sem saber que a Lua gira em minha volta
Cada ciclo com uma face...
O que me encanta...

Hoje acordei vendo o fogo dos céus
Das nuances novas
Das ondas do mar e das marés.

Hoje acordei na praia, em transe de mim
Quase rouca sem fala
Lembrando de ti...

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Qual Lady Godiva




Qual Lady Godiva
Meus versos de olhares incautos se esquiva
Em prosa de diurna  lira
Flamejando palavras em pira.

Soltando-me as longas madeixas
Serena em amores qual gueixas
Secreto os meus sentidos,
Pois quero vê-los redimidos.

A paixão que me tens é perdulante
Não hás de tomar-me adiante
Sou alquimia em meus elementos
Sou éter banhada de vento.

Atravessei nua a viela
E não houve quem olhasse
Pensaste talvez – como é bela!
Sem , contudo, que me amasse.

Rendi toda forma de vida
Deixando a essência escrita
Da paixão restei dirimida
Em amor de prosa proscrita!




segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Tuas Faltas





São nessas carências despudoradas

Das palavras que não me são ditas

Que aflita revolvo meus torpes conceitos

E dou-me leitos de sonhos desfeitos.



São nestes espaços de vento entre nós

Em que meu corpo conclama o teu

Quando a mim o silêncio é a voz

E assim tomo-te como se fosse meu.



Em ânsia de ter as perfeitas nuances

E ser vista em desejo que o corpo encerra

Dou-me em pedaços, assim de relances

Quando na alma em mim a fome impera.



E assim rasgando-me convulsivamente

Esquartejando em palavra a tes  que a carne reveste

Tivesses deixado-me em sede de água, de vida

Que em súplica do amor que não me destes!

Anjo Caído



E do céu cai...
Lentamente Perdi asas quando te vi.
Perdi-me de amor.
Só queria um beijo mortal
Que desse vazão ao que sinto.
E de tanto querer só o beijo
Perdi-me em querer.
E hoje, no limbo do desejo
De um único beijo
Molhado
De pecado
Fiquei sem ar,
Sufocando
De vontade
De beijar...
 

domingo, 23 de outubro de 2011

Ré confessa



Não lhe conheço, mas juntei pares de versos
E esta sou eu.
Triste, contente, resilente.
Doce e ópio.
Decretei a mim mesma duras penas.
Sem análises de dolo ou culpa, sou um tipo penal,
O qual necessita de prisão perpétua para atingir a liberdade.
Pouco a pouco me desvelo e crio outras...
Como um serial Killer mato o vellho e dou lugar ao novo.
Às vezes é um novo bom, mas nem sempre tenho êxito.
Estou em busca de um modelo imperfeito e incompleto.
Realístico.
Tento dominar meus bloqueios, dando lugar a entendimentos,
Mínimos entendimentos, pois o dia em que me entender completamente
Não restará lugar no reino de letras.
Meu crime é concretizar letras, as quais, postas em papel
Tornam-se letras mortas.
Sou ré confessa. Tirei vida de tantas letras, oriundas de vontades
As quais restam presas na jaula do meu subconsciente.
E essas letras, coitadas, mortas ou assim penso que estão,
Teimam em me perdoar e surgem novamente em minha inspiração...

sábado, 22 de outubro de 2011

Quando a Alma Fala


Preciso esperar menos
Para não crescer em melancolia
Não desperdiçar alegria
Entender meus fenômenos.

Preciso acordar e sentir
Que a importância de mim
A mim interessa, e se teu coração pulsar a mesa batida
Já temos dois aptos para a orquestra de nós.

Preciso entender que o amor
Mesmo não me preenchendo
É uma parcela do que me faz ser o que sou.
Nada me define, nem o amor.

Preciso respeitar meus dons
E alimentá-los com carinho.
Sou um templo em tempo de reforma.
Uma escultura semi lapidada, que às vezes dilapidam.
Preciso acreditar mais nos meus sonhos.
Mas são tantos...são os sonhos que movem meu ser.
Nego-me, terminantemente, a seguir padrões alheios.
Rolem lágrimas que tiverem que rolar.
Viverei meus mistérios, meus dramas internos.
É findo o tempo de se pedir perdão
Por se querem correr pelos andares de mim,
Pelo meu ser que tenta a felicidade.

Preciso apenas estabelecer as primeiras metas.
Em ordem de mim, em ode a mim.
Mesmo que trilhe sozinha os primeiros passos
Ao longo do caminho hei de encontrar parceiros.
Preciso seguir em movimento de alma
Rompendo essa inércia de ser e fazer o que sei que posso!
Sem medo de cair, conjurando essa onda magnética de vida.
Sinto que neste instante algo me ampara...
Preciso me lembrar de que mesmo sem saber o que quero,
Meu espírito sempre saberá voltar a um ponto seguro de referência.
E que tudo que preciso, os elementos, os instrumentos estarão disponíveis.
Pois sou ouríves de letras, marcineira de almas, luz da minha escuridão...

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Sonhos...de...Limbo



Inclinando-se à vida que lhe acenava o horizonte
Em doce murmúrio recorrente
Em fronte
Silente.

Eis-me, muito prazer!
Sou o tempo de estarrecer
Quase hora de entardecer
E ver.

Enclausurando o pensamento
Libertino descontentamento
Sopro febril desfolhando-me o vento
Já não sublimo nem lamento.

Refiz a face que me cerra
Refuguei toda vil quirera
Taciturna na dilente espera
Preparada ao tempo de guerra.

Voei qual canto de destempero
Em raios de desespero
Perfurei-te o peito e certeiro
Cravei-te...na alma...meu cheiro...

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

O BEIJO POÉTICO




Talvez eu seja isso
Um querer amar a tudo e aquilo...que não possuo...
Mas que nem por isso...deixo de querer....

Talvez eu seja o beijo
O que tu nunca recebestes...aquilo...que possuo...
É o beijo mais lascivo...que se pode querer...

Talvez eu seja isso
O beijo contido...que posso na poesia...escrever...

Talvez eu te beije...incontidamente...basta...querer....

...Beijos...

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

A Palavra

Em meus momentos de silêncio
A palavra me completa
Sinto a fome da escrita
Daquela que a alma esperta!
Junto uma letra daqui
Outra ali jaz a sentença!
Surgem qual feito o ar
Sem pedir recompensa!
Tenho versos soltos na mão
Alma elevada em pontos.
São contos, poesias, Canção!
Palavras que vêm em sonhos!?
Nenhuma palavra é estática
Vivem vindo e indo qual poética.
Num mundo de encontro de letras
Todas em si magnéticas.
Tenho versos soltos e livres
Em busca de sentimento.
Venham palavras venham todas!
Em pesar ou contentamento!
E assim, as amo e as cultivo
Liricamente em festa!
Na intrínseca essência da vida
Da alma que já nasceu poeta!

domingo, 16 de outubro de 2011

Amor Próprio




Estou desenvolvendo uma arte própria.
A arte de ser EU.
De buscar sabor além dos pratos ofertados,
De novamente contestar...

Estou desenvolvendo uma arte tão genuína
E que talvez não sirva a mais ninguém!
Pois bem, a arte nunca é finda,
E há de, ao menos a mim, fazer bem.

Estou desenvolvendo uns preceitos
Um brilho novo, uma essência
Que vai repelir ou aproximar.

Arte que vem me encantando,
Pois em mim e por mim
Voltei a apaixonar...